Há músicas intemporais e hoje tive, mais uma vez, a prova disso mesmo.
A caminho de casa, na rádio, anunciaram uma música que eu não ouvia há anos e que marcou a minha adolescência - "I can't hep myself" dos The Kelly Family.
Tremi quando a música começou, para depois cantá-la até ao fim.
Enquanto a música saía das colunas do meu carro, o telemóvel apitava com o relatório de entrega daquela mensagem.
Agora ao fim da noite não resisti e procurei o video no You Tube.
Quando o encontrei e comecei a ver o telemóvel tocou.
O dia foi emocionalmente extenuante e muitos sentimentos afloraram com mais intensidade.
Perante a minha tristeza uma outra foi manifestada.
"Também estou triste com tudo o que aconteceu, e não te quero perder sem perceber porquê..."
Mas eu já não consigo explicar mais nada...
Há algum tempo atrás eu teria esperado o que fosse necessário, por ti e contigo.
Hoje já nada importa.
Já não sou capaz.
Sinto que chegámos ao chamado "fim da linha".
A partir daqui apenas o vazio...
As saudades são mais do que muitas, mas a certeza de que jamais poderia ter sido de outra maneira é ainda maior.
Um dia li um cartoon que faz hoje todo sentido: "I miss you. You might miss me. But you've trained me well to doubt either."
E quando nada faz sentido, resta apenas a música que não nos deixa esquecer...
Noutra altura, esta seria uma das músicas que me faria lembrar de ti.
Hoje é apenas uma música que me recorda a minha adolescência e que tocou, por mero acaso, ao mesmo tempo que o telemóvel...
Para os que não conhecem e para os que gostam dela e a querem recordar, aqui fica!!!
"I can't help myself"
If I would tell you how much you mean to me I think you wouldn't understand it So I'll wait, I'll wait until this day comes When you will understand it
But I can't help myself, I can't stop myself, I am going crazy And I can't stop myself, Cannot control myself, I am going crazy
And I love you, I want you I wanna talk to you, I wanna be with you And I love you, I want you I wanna talk to you, I wanna be with you
I cannot change it, I'm sure not making it One big hell of a fuss I cannot turn my back I got to face the fact Life without you is crazy
And I love you, I want you I wanna talk to you, I wanna be with you And I love you, I want you I wanna talk to you, I wanna be with you
Kiss me, thrill me, don't say goodbye Hug me, love me, don't say goodbye Ooooooh, don't say goodbye
But I can't help myself, I can't stop myself, I am going crazy I cannot turn my back, I got to face the fact Life without you is hazy
And I love you, I want you I wanna talk to you, I wanna be with you And I love you, I want you I wanna talk to you, I wanna be with you
Ooooh, ooooh, kiss me goodbye"
(The Kelly Family)
quarta-feira, janeiro 28, 2009
"Oh, it tears me up I tried to hold on but it hurts too much I tried to forgive but it's not enough To make it all okay
You can't play on broken strings You can't feel anything That your heart don't want to feel I can't tell you something that ain't real"
(Broken Strings, James Morrisson feat. Nelly Furtado)
Mas se por um lado me sinto feliz pela confiança, por outro sinto que me deram uma caixa de Pandora para as mãos... E agora eu não sei o que fazer com ela...
Os outros chegam na eterna correria de quem busca um lugar na vida, e para a vida. Os outros entram de rompante, qual furacão incontrolável, desordenando a ordem caótica que tanto prezo na minha vida. Os outros partem de repente, fogem do que não querem ou daquilo com que não sabem lidar. Os outros são, por vezes, convidados a sair do meu mundo, por não terem lugar nele. Os outros batem com a porta deixando atrás de si um silêncio ensurdecedor que só o tempo consegue apagar. Os outros, e só apenas os que de alguma forma valeram a pena, são guardados em caixinhas pequeninas e seladas, estoicamente ordenadas nas prateleiras daquela salinha especial do meu canto da lua. Os outros são apenas os outros, por mais especiais que possam ser. Os outros são apenas os outros quando comparados contigo. E é por isso que “A gente vai continuar” até ao fim da vida, no matter what... Adoro-te!!!
" A gente vai continuar"
"Tira a mão do queixo não penses mais nisso O que lá vai já deu o que tinha a dar Quem ganhou ganhou e usou-se disso Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar E enquanto alguns fazem figura Outros sucumbem á batota Chega onde tu quiseres Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada pra andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada pra andar Enquanto houver ventos e mar A gente não vai parar Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos O sistema é antigo e não poupa ninguém Somos todos escravos do que precisamos Reduz as necessidades se queres passar bem Que a dependência é uma besta Que dá cabo do desejo A liberdade é uma maluca Que sabe quanto vale um beijo"
(Jorge Palma)
terça-feira, janeiro 13, 2009
Mais uma vez tenho de dizer “Adeus”, ainda que por motivos diferentes.
Hoje, determinadas coisas ficaram bem claras.
“Há opções que neste momento não o são.”, dissemos os dois.
Ambos sabemos, sentimos, que no momento em que as opções o poderem ser será tarde demais.
No fundo ambos sabemos que jamais poderia ter sido de outra maneira.
O Menino vai fazer-me muita falta.
Vou ter, já tenho, imensas saudades suas.
Vá onde o seu coração o levar, que eu seguirei o rumo do meu.
Depois disto nunca mais nenhum de nós será o mesmo.
"Que merda de vida!!!", gritou alguém a meio da tarde.
Alguém teve coragem de gritar o que todos estavamos a sentir.
Dói muito. Podia ter sido qualquer um de nós.
Ao fim da noite chorámos juntos.
Nenhum dos dois conseguia acreditar.
Ainda estavamos a digerir tudo isto.
Eu ainda não acredito.
Sei que ele também não.
Como é que vamos ficar depois disto?
O que será do G8?
Os 24 que passaram a 23 serão 24 para sempre!!!
Adeus, Júlia!
Sei que um dia nos voltaremos a encontrar num lugar bem melhor do que este onde nos deixaste.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Porque há um momento para tudo... Porque a vida é feita de riscos... Porque sim...
"Meu Querido Bernardo,
A poucas horas de receberes a minha missiva especial, senti necessidade de te dizer algo mais.
Tenho o peito a transbordar de emoções. A ansiedade pelo momento em que irás receber a mensagem, o medo da reacção ao que ela contém, o desejo de que tudo corra bem, o sentir-me mais frágil do que o teu primo Francisco quando escorregou do sofá no dia do teu aniversário e se escondeu no meu colo porque tinha dói-dói. Já não me sentia neste turbilhão de emoções há muito tempo.
Apaixonei-me por ti sem me dar conta. Aconteceu. Não me perguntes como nem porquê. Somos completamente diferentes no feitio, na maneira de ser. Temos identidade de valores e de objectivos de vida, isso é certo. Mas somos como o dia e a noite. E ambos temos consciência disso. Só que o ano e meio que já passou desde que me apaixonei por ti fez-me ter de tomar uma decisão.
Somos amigos há muito tempo, mas o que me liga a ti vai mais além de uma amizade. E chegámos a um ponto sem retorno. Sinto-me no limbo de cada vez que estamos juntos. Não sei até quando vou conseguir continuar a fingir que apenas quero ser tua amiga, nada mais. Não, não me sinto capaz de continuar a dar-te o meu amor pintado com as cores da amizade. Sou tua amiga sim, e serei sempre enquanto tu me permitires desempenhar esse papel na tua vida. Só que já não me chega ser apenas tua amiga. Não agora. Talvez mais tarde, se a tua reacção não for a que mais desejo e quando deixar de sentir o que sinto por ti, eu consiga voltar a ser tua amiga, consiga voltar a caminhar ao teu lado sem vontade de entrelaçar os teus dedos nos meus, consiga voltar a não ter vontade de te beijar, enfim, consiga deixar de ter vontade de ser amiga para passar a ser mulher. Mas agora não sou capaz.
E foi por isso que decidi começar a agir. Porque sinto que não posso ser espectadora da minha própria vida. Porque não te quero perder sem nunca ter tentado que fosses meu. Não, meu querido, não me interpretes mal. Sabes que o meu querer não é possessivo. Conheces-me bem demais para pensar uma coisa dessas.
Este ano e meio que passou permitiu que a nossa amizade crescesse. Recordo-me das nossas primeiras conversas. As palavras sempre muito escolhidas e cuidadas, os olhares envergonhados, os toques tímidos e fugidios. Depois a distância, a aproximação, a nova distância e o agora.
Aguardo impacientemente que o meu telemóvel toque. Não sei como vais reagir quando receberes o meu “Beijo” de chocolate. Tenho receio de perder tudo num só instante. Mas sei que se perder alguma coisa será porque nunca foi verdadeiramente meu.
Enquanto o telemóvel não dá sinal, vou tentar concentrar-me no trabalho e esperar, tentando não desesperar. Sei que hoje é um dia muito importante e que vai marcar o rumo desta história, da nossa história, do que somos e do que seremos na vida um do outro. A vida encarrega-se sempre de colocar tudo no seu devido lugar. Se o te levar para longe de nós, será porque o teu lugar não era aqui, ao meu lado.
Não nos "mudámos" para o Algarve, e foi a melhor coisa que fizemos!!!
A noite foi de chorar a rir e entrámos em 2009 com o corpo aquecido pelo fogo nascido da lenha que crepitava na lareira e com a alma e o coração aconchegados pela amizade que nos une - a mais bela forma de amor.
As azeitonas tornaram-se mais uma estória na história das nossas vidas.
2008 ficou para trás e encerrou em si tudo o que queremos esquecer...
Apesar de ter sido um ano de transformação e evolução, em 2008 aconteceram coisas que mudaram para sempre as nossas vidas e quem somos.
Mudaste e eu mudei contigo, porque te adoro, porque sem ti a minha vida seria mais triste, sombria e sem sentido.
Entrámos em 2009 com o desejo de esquecer que determinadas coisas aconteceram em 2008.
Que 2009 seja um ano cheio de tudo o que merecemos!!!